segunda-feira, 30 de Novembro de 2009


Porque é que deixas que continue a pensar em ti?


domingo, 22 de Novembro de 2009

Para mais tarde recordar...











Em imagens... Milão, Verona, Veneza e Trento. O relato de uma viagem, mais uma para ficar guardada no baú das recordações!

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Olhares

Ela sofria de cada vez que ele a olhava. Ela olhava-o de cada vez que ele sofria.


quinta-feira, 15 de Outubro de 2009


Sempre que ele se ia embora, uma parte dela, pouco a pouco, morria.


domingo, 11 de Outubro de 2009


Por vezes, o medo é maior. A cobardia vence. Quem me dera que assim não fosse!


sábado, 10 de Outubro de 2009

Matou-o. Premiu finalmente o gatilho. Há muito tempo que o queria fazer, mas não conseguia. Há muito tempo que se tentava libertar da presença constante dele, na vida dela. Sempre que o tentava esquecer, os dedos tremiam-lhe. Sempre que tentava afastá-lo da mente, a cobardia de dizer o adeus definitivo atormentava-a. Não conseguia afastá-lo de quem era. Finalmente ganhou coragem e premiu o gatilho. Fê-lo em legítima defesa. Matou as recordações que restavam. Recuperou a felicidade.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Beijaste-me...



...sem que o soubesses. Apenas com o olhar. Tens esse efeito em mim.



Indomáveis

Ainda reconheciam o cheiro um do outro. Lembravam-se, como se tivesse sido no dia anterior, dos beijos, das mãos descontroladas, dos arrepios e do prazer. Das conquistas, reconquistas, arrependimentos e do ciclo que recomeçava. Recordavam-se de quando, quase sem darem conta, estavam longe de todos, apenas um para o outro. Contra uma qualquer parede agarravam os corpos, libertavam-se de pudores, perdiam as almas. Ela recordava o corpo dele, que tantas vezes beijara, mordera, levara ao ponto em que já não se pode voltar atrás, em que se tem de ir até ao fim. Ele sabia como a deixar em êxtase, como deslizar pelo seu corpo e impedi-la de resistir. Conhecia os traços do seu corpo, quase que das suas próprias entranhas. Eles eram assim, selvagens quando a noite os deixava a sós. Eram inocentes, eram indomáveis. Não controlavam a vontade, e deixavam-se ser controlados por ela. Eram só eles e a escuridão. Eram só eles e o prazer. Mais ninguém contava. Desligavam do mundo e entregavam-se sem preconceitos. Eles eram assim. E ainda se lembram bem de como eram. Mas já não são.

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Num registo diferente do habitual, fica o espelho da visita a Marselha. Em resumo, uma cidade repleta de vistas magníficas, muito sol e óptima comida. Um regresso marcado por poucas horas de sono e muitas bolhas nos pés, resultado das horas e horas a caminhar. Valeu a pena. "Marselha tem o charme das cidades que não se esquecem", li num guia turístico dias antes da viagem. Confirmei.











PS: Tive também uma certeza: não entendo nada de francês.

sábado, 26 de Setembro de 2009

3... 2... 1... Marselha!


É o virar de um ciclo. Fecha-se um, e já se avista ao fundo o próximo. O curso terminado, com a certeza de que lutei por cumprir os objectivos a que me propus há cinco anos, e com a vontade de continuar a lutar pelo sucesso. Agora é altura de descansar, que daqui a uns dias haverá novos desafios para enfrentar.
Nada como uma viagem para celebrar o culminar de uma fase da vida e ganhar energia para ultrapassar a seguinte. A mochila já está pronta, os bilhetes impressos, os mapas estudados. Vão ser dois dias de máquina fotográfica na mão e de acumular de imagens, sons e cheiros para guardar no cantinho das recordações. Segunda feira, quando entrar no avião, não vai custar acordar cedo. Vai valer a pena ver o nascer do sol da janela do avião. Vai regressar a adrenalina de todas as viagens. Desta vez, com uma amiga. Daquelas que estão sempre presentes, que sabem elogiar e criticar, que sabem rir e chorar connosco. Kikita, vai ser uma viagem em grande.
A viagem aproxima-se. Segunda feira, Marselha é nossa.


terça-feira, 1 de Setembro de 2009


Por vezes sabe tão bem regressar ao lugar que, pouco a pouco, se foi tornando nosso. Aquele lugar que, ainda há poucos anos nos era totalmente estranho e sem o qual agora já não sabemos viver. Tornou-se parte de quem somos. Tem uma luz própria, que o distingue de todos os outros sítios a que pertencemos, mas que por uma ou outra razão não nos pertencem. Apesar de tudo, agora vai ser diferente. Apesar do lugar, das cores, da luz, dos sons, vão faltar as pessoas. Aquelas que estiveram sempre por cá e foram a companhia de todos os dias. Aquelas que agora seguiram os seus caminhos e de quem vou sentir falta. E todas elas sabem quem são.

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009


Eu em ti. Eu em nós.

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Sunshine

Há dias em que se acorda com um aperto no coração. Dias em que as saudades custam mais. Dias em que se sente a falta de alguém que, por uma razão ou outra, está longe. Há dias em que se vive o passado, mais que o presente. Há dias em que apenas se tentam encontrar uns raios de sol, por entre frinchas do céu nublado com que nos deparamos. Mas, se olharmos bem à nossa volta, vemos que todos estão assim. Todos estão na busca do seu raio de sol, que teima em se esconder. As nuvens não querem passar. Haverá alguma aberta nos próximos dias?

sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Hoje estou assim...






... feliz!







quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Despedida

Pensei que custasse menos a despedida. Pensei que fosse mais fácil dar o último beijo. Pensei que fosses menos importante para mim.


"Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
Não partas nunca mais.

E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.

Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu."

Pedro Abrunhosa, "Eu não sei quem te perdeu"