Ela olha o céu pintado de noite. O céu pintado de caminhos cruzados que vão dar a lugar nenhum e a todos os lugares. Senta-se no chão frio de terra e bichos, que é chão quente de vida e paixão, que é chão sem forma, chão sem lugar. Chão de cá e lá, chão de cheiros e de tempos. Ela está sentada, e ele, só ele que a conhece, envolve-a num abraço quente. Ele olha-a, ela olha o céu. As estrelas repetem-se de tal forma que as perde de conta. Não as distingue. Vê-as como pontos de luz. Indefinidos. Uma estrela. Outra. Que até podem ser a mesma. Não o sabe. Perde-se em pensamentos como se perde nas estrelas. Sente os braços dele e imagina amor. Imagina que é amor aquilo que os une. Imagina que o amor é aquele abraço. Que o amor é a mistura de luzes no céu, é aquele chão de cheiro a terra. Imagina que o amor é a respiração dele que a olha, com olhar de quem sabe que é disso que depende a vida. Mas não depende. Mas eles não sabem.
Ela sou eu. Ele és tu. Em qualquer sítio, em qualquer tempo. O teu abraço é este. O nosso amor é este. E as estrelas, pontos brancos no céu, não sei quais são.
Ela sou eu. Ele és tu. Em qualquer sítio, em qualquer tempo. O teu abraço é este. O nosso amor é este. E as estrelas, pontos brancos no céu, não sei quais são.
(para ti, porque um dia me falaste de uma menina perdida a olhar as estrelas)
1 Saborearam:
Sem desprimor para esta tua versão melosa, mas gostava mais daquela açanhada de outros tempos.
Beijos, kiks*
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